sexta-feira, 17 de julho de 2009

Cordel: A mulher que vendeu o marido por R$ 1,99



Autor: Janduhi Dantas

contato: jdantasn@yahoo.com.br

Hoje em dia, meus amigos

os direitos são iguais

tudo o que faz o marmanjo

hoje a mulher também faz

se o homem se abestalhar

a mulher bota pra trás.



Entretanto ainda existe

caso de exploração

o salário da mulher

é de chamar atenção

bem menor que o do homem

fazendo a mesma função.



Também tem cabra safado

que não muda o pensamento

que não respeita a mulher

que não honra o casamento

que a vida de pleibói

não esquece um só momento.



Era assim que Damião

(o ex-marido de Côca)

queria viver: na cana

sem tirar copo da boca

enquanto sua mulher

em casa feito uma louca...



... cuidando de três meninos

lavando roupa e varrendo

feito uma negra-de-ferro

de fome o corpo tremendo

e o marido cachaceiro

pelos botequins bebendo.



Mas diz o velho ditado

que todo mal tem seu fim

e o fim do mal de Côca

um dia chegou enfim

foi quando Côca de estalo

pegou a pensar assim:



"Nessa vida que eu levo

eu não tô vendo futuro

eu me sinto navegando

em mar revolto e escuro

vou remar no meu barquinho

atrás de porto seguro."



"Na próxima raiva que eu tenha

desse meu marido ruim

qualquer mal que me fizer

tomarei como estopim

e a triste casamento

eu vou decidir dar fim."



De manhã Côca acordou

com a braguilha pra trás

deu cinco murros na mesa

e gritou: "Ô Satanás

eu vou te vender na feira

vou já fazer um cartaz!



Pegou uma cartolina

que ela havia escondido

escreveu nervosamente

com a raiva do bandido:

"Por um e noventa e nove

estou vendendo o marido".



Pegou o marido bêbado

de jeito, pela abertura

da direção do mercado

ela saiu à procura

de vender o seu marido

ia com muita secura!



Ficou na feira de Patos

no mais horrendo lugar

(na conhecida U.T.I.)

e começou a gritar:

"Tô vendendo o meu marido

quem de vocês quer comprar?"



Umas bêbadas que estavam

estiradas pelo chão

despertaram com os gritos

e uma do cabelão

perguntou a Dona Côca:

"Qual o preço do gatão?"



"É um e noventa e nove

não está vendo o cartaz?"

Dona Côca respondeu

e a bêbada disse: "O rapaz

tem uma cara simpática

acho até que vale mais".



* Estas estrofes são recortes do cordel, para ler o texto na íntegra, entre em contato com o autor.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Pinto do Monteiro

"esta palavra saudade
conheço desde criança
saudade de amor ausente
não é saudade, é lembrança
saudade só é saudade
quando morre a esperança".

Pinto do Monteiro.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Pinto do Monteiro por ele mesmo



Pinto de Monteiro


No dia 11 de abril de 1983, às quatro da tarde, na casa do poeta, em Sertânia, Pinto do Monteiro gravou entrevista — ainda inédita — concedida a Djair de Almeida Freire, acompanhado do cantador Gato Velho.

Eis os principais trechos, transcritos e editados por Maria Alice Amorim:

"Severino Lourenço da Silva Pinto Monteiro, nasci em 1895, a 21 de novembro, a uma da madrugada, assim dizia a velha minha mãe. Batizei-me a hum de janeiro de 1896, pelo Pe. Manuel Ramos, na vila de Monteiro. Nasci na rua, mas morava em Carnaubinha. Com sete anos de idade, em 1903, fui para a fazenda Feijão. Saí de lá em 1916, 30 de junho. Meus avós eram da Itália, quando chegaram por aqui se misturaram com sangue de português. Esse Monteiro é parente dos Brito, eu sou parente dos Brito.

Com Antônio Marinho, eu nunca viajei para canto nenhum. Fiz várias cantorias com ele. Quando eu andava por aqui, cantava com ele. Quando eu morava em Vitória de Santo Antão, ele mudou-se para Caruaru. Eu vim, cantei com ele, levei ele a Vitória. Passou uma semana comigo. Lá, ele não andou mais. Levei ele uma vez ao Recife. Não cantou, adoeceu. Eu cantei muito foi com João da Catingueira, sobrinho de Inácio. Sete anos sem cantar com outro. Com Lino, fiz poucas viagens. Com Joaquim Vitorino, eu viajei mais, mais, e foi muito. Fui para Alagoas, Pernambuco, Recife, Piancó. Cantei com Zé Gustavo, no Arruda. Assis Tenório, eu viajei coisinha pouca, somente aqui, em Afogados. Cantei com ele em Pesqueira, Garanhuns, Caetés. Zé Limeira, eu cantei muitas vezes com ele.

Zé Pretinho, só ouvi falar por aquela história naquele folheto do cego Aderaldo, nunca conheci, acho que não existiu. Cantei com Zé Pretinho, de Caruaru, que era da Serra Velha. Com João Fabrício, que era também da Serra Velha. Com Aristo, também cantei mais ele muitas vezes. Com Laranjinha, muitas vezes. Zé Agostinho, barbeiro, cantei várias vezes. Agostinho Cajá, cantei mais ele muito, viajei mais ele. Cantei mais no Recife. Muito no Derby, no Savoy, na Câmara de Vereadores. Mnorei no Arruda trinta anos, rua das Moças.

Eu sou com Lourival como o gato com o rato. Cantei com ele no dia 5 de fevereiro (1983 — a cantoria mais recente à época), em Monteiro. Tinha Job, Zezé Lulu, João da Piaba, Zequinha, Zé Palmeira, Edésio Vicente, Zé Jabitacá. Tinha somente os de Monteiro e os de São José do Egito. Tinha Zé de Cazuza Nunes, que é grande poeta. Tinha Manuel Filó. Tinha João Furiba, Zé Galdino. Numa noite chuvosa, tinha mais de trezentas pessoas no clube.

Em certo lugar, chamado Boi Velho, chegou Manoel Filó — grande poeta, porém não usava a poesia —, deu um mote a mim e ao que estava cantando comigo: "O carão que cantava em meu baixio / teve medo da seca e foi embora". Cantei:

Se em janeiro não houver trovoada / fevereiro não tem sinal de chuva / não se vê a mudança da saúva / carregando a família da morada / só se ouve do povo é a zuada / pai e mãe, noivo e noiva, genro e nora / homem treme com fome, o filho chora / se arruma e vão tudo para o Rio / O carão que cantava em meu baixio / teve medo da seca e foi embora".

terça-feira, 7 de julho de 2009

Parte III

Mais fotos do evento realizado na Sala do Conselho de Cultura em Jaboatão Velho





sexta-feira, 3 de julho de 2009

Mais um pouco da festa (II Parte)

Fotos da festa que aconteceu na Sala do Conselho de Cultura em Jaboatão velho






quarta-feira, 1 de julho de 2009

SALA DO CONSELHO DE CULTURA

Cobra Cordelista participou da inauguração da SALA DO CONSELHO DE CULTURA, em Jaboatão velho, vários grupos culturais estavam presente, veja fotos do evento.



O vice prefeito Edir Peres também compareceu


segunda-feira, 15 de junho de 2009

Literata

A literata do colégio Souza Leão de Candeias ocorreu no dia 29 de maio de 2009 as 08:00hs da manhã e Cobra Cordelista foi o poeta homenageado.
O Professor Durval de Português adotou o livro Histórias de Caboclo para corações Pequeninos como livro paradidático.



quinta-feira, 4 de junho de 2009

Cobra Cordelista

O novo presidente do conselho de cultura de Jaboatão dos Guararapes.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Novo espaço para os Shows de Cobra Cordelista e amigos


Nesta Sexta-Feira dia 12 de junho acontecerá a festa verso repente e namorados com os cantadores "Sinésio Pereia e Eduardo Lopes" em um novo espaço, no "Encato Bar" na Avenida Comercial, após a Igreja Católica.

O show começará a partir das 20:00.

Conto com todos vocês.

Cobra Cordelista.