quinta-feira, 31 de março de 2011

Fragmento do poema A TERRA É NATURÁ



Esta terra é como o Só
Que nace todos os dia
Briando o grande, o menó
E tudo que a terra cria.
O só quilarêa os monte,
Tombém as água das fonte,
Com a sua luz amiga,
Potrege, no mesmo instante,
Do grandaião elefante
A pequenina formiga.

Esta terra é como a chuva,
Que vai da praia a campina,
Móia a casada, a viúva,
A véia, a moça, a menina.
Quando sangra o nevuêro,
Pra conquistá o aguacêro,
Ninguém vai fazê fuxico,
Pois a chuva tudo cobre,
Móia a tapera do pobre
E a grande casa do rico.

Esta terra é como a lua,
Este foco prateado
Que é do campo até a rua,
A lampa dos namorado;
Mas, mesmo ao véio cacundo,
Já com ar de moribundo
Sem amô, sem vaidade,
Esta lua cô de prata
Não lhe dêxa de sê grata;
Lhe manda quilaridade.

Esta terra é como o vento,
O vento que, por capricho
Assopra, às vez, um momento,
Brando, fazendo cuchicho.
Ôtras vez, vira o capêta,
Vai fazendo piruêta,
Roncando com desatino,
Levando tudo de móio
Jogando arguêro nos óio
Do grande e do pequenino.

Se o orguiôso podesse
Com seu rancô desmedido,
Tarvez até já tivesse
Este vento repartido,
Ficando com a viração
Dando ao pobre o furacão;
Pois sei que ele tem vontade
E acha mesmo que percisa
Gozá de frescô da brisa,
Dando ao pobre a tempestade.

Pois o vento, o só, a lua,
A chuva e a terra também,
Tudo é coisa minha e sua,
Seu dotô conhece bem.
Pra se sabê disso tudo
Ninguém precisa de istudo;
Eu, sem escrevê nem lê,
Conheço desta verdade,
Seu dotô, tenha bondade
De uvi o que vô dizê.

Não invejo o seu tesôro,
Sua mala de dinhêro
A sua prata, o seu ôro
O seu boi, o seu carnêro
Seu repôso, seu recreio,
Seu bom carro de passeio,
Sua casa de morá
E a sua loja surtida,
O que quero nesta vida
É terra pra trabaiá.

Iscute o que tô dizendo,
Seu dotô, seu coroné:
De fome tão padecendo
Meus fio e minha muié.
Sem briga, questão nem guerra,
Meça desta grande terra
Umas tarefa pra eu!
Tenha pena do agregado
Não me dêxe deserdado
Daquilo que Deus me deu.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Ministério Público promove trilha ecológica em Caruaru


A Comissão de Gestão Ambiental do Ministério Público de Pernambuco promove nesse sábado (26), um passeio ecológico no Parque João Vasconcelos Sobrinho, conhecido por Serra dos Cavalos, em Caruaru, Agreste do Estado.

Cerca de 40 pessoas, entre membros da Comissão, servidores e familiares das promotorias da Região Metropolitana do Recife e de Caruaru, participarão do passeio previsto para começar às 9h30.

Alvo de degradação, apropriação indevida de poceiros e retirada ilegal de argila e água mineral para fins comerciais, o parque passou por uma série de regulamentações, exigidas pelo MPPE, para que toda a área, remanescente de Mata Atlântica, pudesse ser recuperada e preservada.

O local é uma reserva da biosfera da Mata Atlântica e abriga cinco açudes provenientes de nascentes localizadas na própria reserva, que ajudam no abastecimento da cidade de Caruaru. Como atrativos, existem pontos para contemplação em mirantes naturais e várias trilhas usadas pelos turistas.

Fonte:http://ne10.uol.com.br/canal/interior/agreste/noticia/2011/03/25/ministerio-publico-promove-trilha-ecologica-em-caruaru-263117.php

terça-feira, 29 de março de 2011

segunda-feira, 28 de março de 2011

Nossa homenagem a Lula Côrtes, o cara mais Ronck and Roll de Pernambuco!



Lula Côrtes foi um dos primeiros a fundir ritmos regionais nordestinos com o Rock and Roll, juntamente com Zé Ramalho e outros artistas.

Em dupla com Lailson, lançou no início de 1973 o álbum Satwa, o primeiro disco independente da música brasileira moderna, com a participação de músicos que depois ficariam consagrados, como Robertinho de Recife. O álbum chegou a ser relançado na década de 2000 nos Estados Unidos pela gravadora Time-Lag Records.

Em 1975, lança o raro e cultuado álbum Paêbirú em dupla com Zé Ramalho. Quase todas as cópias do álbum foram destruídas em uma inundação, tornando-o muito difícil de ser encontrado. O álbum foi relançado em 2005 pela gravadora alemã Shadoks Music e em 2008 na Inglaterra pelo selo Mr. Bongo.

Ainda em 1976 fez parte da banda de Alceu Valença. Após isso, gravou alguns álbuns solos pela gravadora Rozenblit que nunca foram lançados. Entre eles está Rosa de Sangue, que em 2009 foi lançado pela gravadora estadunidense Time-Lag Records.

Lula deixou esse mundo careta no sábado passado e foi para a viagem mais louca de sua vida. Vai deus cara!




sábado, 26 de março de 2011

Morre o músico pernambucano Lula Côrtes




O músico pernambucano Lula Côrtes, de 61 anos, faleceu na madrugada deste sábado (27) no Hospital Barão de Lucena, em Recife. O artista lutava contra um câncer na garganta.

Os últimos shows dele foram na semana passada - quinta, sexta e sábado - no Sesc Belenzinho, em São Paulo, segundo o 'Diário de Pernambuco'. Ele e Zé da Flauta fizeram participações especiais no show de Alceu Valença, relembrando a década de 1970.

Lula Côrtes foi um dos primeiros a fundir o ritmo regional nordestino ao rock and roll. Ele chegou a lançar três discos, sendo dois na primeira metade da década de 1970, um com o cartunista Laílson o LP Satwa, pela Rozemblit e outro em 1974, com Zé Ramalho. Este, chamado Paêbiru - O Caminho da Montanha do Sol, é raro já que apenas poucas cópias restaram após uma enchente que atingiu a sede da gravadora.

Os três trabalhos chegaram a liderar a lista de discos mais vendidos na categoria World Music quando foram lançados em 2008 nos Estados Unidos por uma gravadora independente, a Time-Lag Records. O relançamento em CD de Paêbiru no Brasil fazia parte dos planos de Lula Côrtes.

O velório acontece na Câmara Municipal de Vereadores em Jabotão dos Guararapes

Fonte:http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,morre-o-musico-pernambucano-lula-cortes,697651,0.htm

Fatos marcantes do mês de março



24 DE MARÇO

· Dia de Santa Berta
· Combate à Tuberculose, Dia Mundial de
· Oliveira Lima, historiador e diplomata – morte em 1928

25 DE MARÇO

· Dia de São Humberto
· Aniversário das cidades de Lagoa do Ouro e Verdejante
· Adutora do rio Aarataca (Goiana), do Sistema Botafogo, tem obras iniciadas pelo governo do Estado – em 1999
· Professores da rede estadual de ensino aceitam reajuste salarial de 6% e encerram greve deflagrada há 35 dias – em 2002
· O turista espanhol Mariano Elices Bello, 36 anos, é preso por tomar banho nu na praia de Boa Viagem, Recife – em 2003

26 DE MARÇO

· Dia de São Bráulio
· Blitz eletrônica: Detran utiliza computadores pela primeira vez em unidades móveis de fiscalização do trânsito – em 1999
· Candidato a presidente da República Ciro Gomes (PPS), em passagem pelo Recife, profere palestra para os empresários da construção civil – em 2001
· Operação conjunta das polícias Federal e Civil localiza plantio de 100 mil pés de maconha irrigada, na localidade de Riacho Pequeno, município sertanejo de Belém do São Francisco – em 2002

27 DE MARÇO

· Dia de São João do Egito
· Teatro, Dia Mundial do
· Circo, Dia do
· Bandolinista Rossini Ferreira, remanescente da chamada Época de Ouro do Rádio – morre aos 81 anos, no Recife – em 2001
· Prefeito da cidade de Santa Terezinha, Afonso Ferreira Neto, 33 anos, morre em acidente de carro na BR-232 – em 2001
· Rainha Beatrix, da Holanda, chega ao Recife em visita oficial – em 2003

28 DE MARÇO

· Dia de Santa Gisela
· Diagramador, Dia do
· Governador Jarbas Vasconcelos desiste de criar Conselho Político que teria a tarefa de administrar os conflitos eleitorais entre os partidos políticos da base de sustentação do Governo – em 2000
· Comissão especial criada na Assembléia Legislativa do Estado para apurar irregularidades na aplicação dos recursos das subvenções sociais que os deputados têm direito apresenta projeto-de-lei pedindo a extinção das referidas subvenções – em 2000
· Ministério Público abre inquérito para investigar a existência das “entidades fantasmas” que recebiam recursos repassados pelos deputados estaduais, através das subvenções sociais – em 2000
· Famílias que dia 02 passado ocuparam um casarão e um terreno da Prefeitura do Recife, no bairro do Cordeiro, são transferidas para um galpão na Iputunga – em 2000
· Prefeitos de 14 cidades da Região Metropolitana do Recife reúnem-se para discutir as propostas do Plano Nacional de Segurança Pública – em 2001

29 DE MARÇO

· Dia de Santo Eustáquio
· Empresa de Correios e Telégrafos inaugura, no Recife, central de triagem com capacidade de processar diariamente 600 mil unidades de tamanho normal e mais 200 mil em envelopes grandes – em 1999
· Com a presença do vice-presidente da República, Marco Maciel, o Metrô do Recife comemora 15 anos de operação – em 2000
· Telemar instala no Recife os cinco primeiros orelhões e uma central telefônica especiais para atender os deficientes auditivos – em 2000

30 DE MARÇO

· Dia de São João Clímaco
· Tribunal Regional Federal da 5a Região – instalação em 1989
· Assembléia Legislativa do Estado aprova (por 36 votos favoráveis, três contrários e 09 ausências) o projeto-de-lei que extingue as subvenções sociais dos deputados (essas subvenções passaram a ser questionadas após denúncias de que alguns deputados criaram entidades fantasmas e reembolsavam o dinheiro supostamente a elas destinado) – em 2000
· Governador Jarbas Vasconcelos solicita ao presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, a instalação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para apurar a sonegação de impostos no setor de combustíveis do Brasil em 2000
· Rebelião no Centro de Ressocialização da Fundação da Criança e do Adolescente (FUNDAC), em Paratibe, resulta na morte de um menor – em 2000
· Detran lança serviço de atendimento 24 horas via telefone, através do qual é possível obter todas as informações sobre o veículo – em 2003

31 DE MARÇO

· Dia de São Benedito
· Todas as tropas do IV Exército e também da Polícia militar estão de prontidão “para assegurar a qualquer preço o ordem no Estado”; dois mil camponeses são demitido no município de Goiana; a portas fechadas, o comandante do 3º Distrito Naval, almirante Dias Fernandes, conversa duas horas com o governador Miguel Arraes e este informa ao presidente da República, João Goulart, que “Pernambuco está mobilizado pela paz” – em 1964
· Edgard Moraes, músico e compositor, considerado o grande mestre pernambucano do frevo de bloco – morte em 1973
· Comerciaria Márcia de Souza Oliveira é presa, no Recife, por discriminação racial: chamou um cobrador de ônibus de “negro safado” – em 1999

sexta-feira, 25 de março de 2011

Brejo da Madre de Deus



Histórico

O território onde hoje fica o município de Brejo da Madre de Deus era uma sesmaria de 21 léguas de terra, doada pelo governador de Pernambuco a um grupo de pessoas, entre as quais Manoel Fonseca do Rego. Tempos depois, as terras foram transferidas aos padres da Congregação de São Felipe Neri, que, em 1752, iniciaram ali atividades religiosas, dando início ao povoado.Os religiosos instalaram um hospício denominado Madre de Deus (vindo daí o nome da futura cidade, que fica numa região de brejos) e construíram uma capela sob a invocação de São José.

Desmembrado do município de Cimbres, a povoação de Brejo da Madre de Deus foi elevada à categoria de vila a 20 de maio de 1883.

Tornou-se cidade a 04 de fevereiro de 1879 e a 20 de junho de 1893 foi constituído município autônomo. Em 1924, a cidade perdeu a condição de sede do município, recuperada a 11 de setembro de 1928.

Dados gerais

Localização: Agreste Central, distante 204 km do Recife.
Área: 845 km2
Solo: Cascalhento/argiloso
Relevo: Ondulado e forte ondulado
Vegetação: Floresta subcaducifólia
Ocorrência mineral: -
Precipitação pluviométrica média anual: 865,6 milímetros
Meses chuvosos: Março - Abril
População: 45.192 habitantes (IBGE 2010)
Eleitorado: 27.978 eleitores (TRE-2010)
Dia de feira: Sábado
Data de comemoração da emancipação política: 26 de maio
Prefeito: Jose Edson de Souza
Vice-Prefeito: Adelson Freitas Araujo
Padroeiro: São José

A cidade é conhecida como a capital brasileira dos jipes toyota.

Base econômica

Agropecuária e comércio. Além disso, o alongamento de jipes toyotas, geralmente em oficinas de fundo de quintal, responde por uma boa parcela da economia do município. A invenção, "made in Pernambuco, consiste em esticar em um metro os chassis dos Bandeirantes, dobrando a capacidade original de cinco para 12 passageiros por cada veículo.


Peculiaridades

O maior atrativo de Brejo da Madre de Deus é, sem dúvida, o teatro de Nova Jerusalém. Réplica da cidade de Jerusalém, construída no distrito de Fazenda Nova, para servir de cenário ao espetáculo da Paixão de Cristo, encenado anualmente durante a Semana Santa. Considerada o maior teatro ao ar livre do mundo. Calcula-se que, anualmente, cerca de 200 mil pessoas assistem ali ao Drama da Paixão (veja mais Nova Jerusalém em Arte e Cultura).

No entorno de Nova Jerusalém, está localizado o Parque de Esculturas Nilo Coelho, numa área de 60 hectares, onde estão distribuídas várias esculturas em pedra, lavradas por artesãos locais. São toneladas de pedras transformadas nos mais representativos tipos nordestinos, como o agricultor com enxada, a mulher rendeira, mulher raspando coco, tocador de pífano, violeiro, sanfoneiro, Lampião e Maria Bonita e outros. O peso das monumentais figuras varia de 07 a 15 toneladas.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Efemérides Pernambucanas - Março -


Fonte: "Efemérides Pernambucanas de Carlos Bezerra Cavalcanti

1º de 1870 - Término da Guerra do Paraguai, conflito com marcante atuação dos pernambucanos que dele participaram através de tropas de linha, do Corpo Policial e do Batalhão de Voluntários da Pátria.
No tocante a esse episódio de nossa história, sob o ponto de vista urbanístico, várias cidades brasileiras iriam mudar os nomes de seus logradouros para homenagear vultos e acontecimentos daquela contenda internacional, como é o caso da antiga Rua do Crespo, que, a partir de então, passou a se chamar, "Primeiro de Março” e de outras como do Riachuelo, do Paissandu, da Angustura, Neto de Mendonça, Lomas Valentinas...

1º de 1933 - Projetado pelo arquiteto mineiro Luís Nunes, era inaugurado o Pavilhão de Verificação de Óbitos, que hoje corresponde à sede do Instituto dos Arquitetos do Brasil- Departamento de Pernambuco, localizado por trás da antiga Escola de Medicina do Recife. Essa edificação possui alta relevância histórica uma vez que foi pioneira no uso de pilotis, no Brasil.

2 de 1907 - Nascia no Recife Esmeraldina da Rosa Borges que depois adotou o nome de Diná de Oliveira.
Desde muito jovem estudou piano e “debutou” nas artes cênicas. Ingressou no Teatro de Amadores de Pernambuco, junto com seu marido Valdemar de Oliveira, um dos fundadores daquela entidade, onde Iná consagrou-se dentro e fora de Pernambuco, se apresentando em peças como: “A casa de Bernarda e Alba”, “Bodas de Sangue” e “ Um sábado em trinta”.
Incentivada pelos seus filhos Reinaldo e Fernando, começa a compor, em parceria com outros autores, alguns frevos como : “Onde andará Maria”, “Dona Santa no Céu” e “Festa Barata”

4 de 1630 – Era criado, por Matias de Albuquerque, o "Arraial do Bom Jesus", reduto da resistência pernambucana, localizado no atual bairro de Casa Amarela, na área do atual Sítio Trindade, (sem o da).
Em 1635, esse reduto foi conquistado e destruído pelos holandeses, que se valeram de informações do transfuga Calabar.

4 de 1906 – Nascia no Recife Fernando Pio dos Santos, sem dúvidas o mais “devotado” personagem das pesquisas históricas religiosas em Pernambuco, onde publicou importantes obras sobre as principais igrejas de nossa terra, além de romances, crônicas e poesias.
Como jornalista, Fernando Pio colaborou com diversos órgãos de nossa imprensa. Pertenceu ao IAHGP, à Academia Pernambucana de Letras e à Ordem Terceira de São Francisco do Recife, onde ocupou o cargo de ministro.
Fundou e dirigiu, desde 1974, o Museu de Artes Sacras localizado na Rua do Imperador, tendo contribuído, de forma decisiva, para a sua afirmação como um dos espaços culturais mais importantes de Pernambuco.
Faleceu em 27 de junho de 1987.

5 de 1907 - Vinha ao Mundo no Engenho Jundiá, em Escada, Cícero dos Santos Dias. Típico menino de engenho, foi alfabetizado lá mesmo, onde começou a se interessar pela pintura, já aos oito anos de idade, por influência de sua tia Angelina.
Em 1920, Cícero Dias, ainda criança, segue para o Rio de Janeiro, onde, aos 21 anos, ingressa no Curso de Arquitetura da Escola de Belas Artes e começa a se interessar pelo Movimento Modernista Brasileiro (1922). Dez anos depois, vem para o Recife onde começa a expor suas obras até 1937, quando se transfere para Paris, fugindo da ditadura de Vargas. A capital francesa seria então seu palco de grandes sucessos. Faz as primeiras exposições e aproxima-se de celebridades das artes como Pablo Picasso que o define como: “um grande poeta, um grande pintor”.
Após a II Guerra liga-se ao grupo de artistas abstratos e passa a expor na Galeria Denise René que possui, até hoje, seus quadros.
Em 1948, executa uma série de murais onde incluímos o do prédio da Secretaria da Fazenda, no Recife, que representa a primeira obra abstrata da América do Sul.
Em 1998, recebe do presidente da França, Jacques Chirac, a Ordem Nacional do Mérito.. Dois anos depois, inaugurava no Recife, na Praça Rio Branco (Marco Zero) sua obra a rosa dos ventos. Cinco anos depois, falecia em Paris, aos 95 anos de idade.

6 de 1817 – Irrompia no quartel de Artilharia do Recife, com a morte do Brigadeiro Barbosa, executado ao dar voz de prisão ao Capitão Jose de Barros Lima, o Leão Coroado, a Revolução Republicana de 1817.
Pela influência do Seminário de Olinda, epicentro sul-americano dos ideais iluministas da Revolução Francesa, centrifugados através de religiosos como os padres Roma e Ribeiro Pessoa, os freis Caneca e Miguelinho, além de outros como o Vigário Tenório e o próprio biógrafo do movimento, Monsenhor Muniz Tavares, o acontecimento foi denominado de “Revolução dos Padres” sendo, por afirmação de Oliveira Lima, o único, em território brasileiro, a merecer o título de Revolução, justamente pelas mudanças que provocou, com seu caráter, pioneiramente, democrático.
Sob o ponto de vista ideológico, no entanto, o que mais marcou essa sedição foi o seu perfil republicano, daí a grande ira da Dinastia de Bragança, na época, instalada no Rio de Janeiro, após a fuga patrocinada pela Inglaterra, por conta do bloqueio napoleônico. A rivalidade entre mazombos e portugueses era tanta que ficava claro o sentimento nacionalista contra os lusitanos chamados jocosamente de marinheiros que, também por extremismo, reservavam para os seus compatriotas os mais altos cargos da administração pública e os mais elevados postos nos quartéis.
Os pernambucanos tratavam-se por “Patriotas”, e os eram, de verdade, pois chegavam a desprezar os produtos do Reino, como queijos e vinhos finos, consumindo apenas comidas regionais e cachaça, com frutas da terra.
Após eclodir o movimento, muitas deliberações foram tomadas pela Junta Governativa que teve a seguinte composição:
Assuntos Eclesiásticos: Padre Ribeiro Pessoa de Melo Montenegro.
Comandante Militar: Capitão Domingos Teotônio
Judiciário: José Luís de Mendonça
Agricultura: Manoel Correia
Comércio: Domingos José Martins.
A República, no entanto, durou apenas setenta e cinco dias, pois, não obstante as medidas tomadas em vários seguimentos sob o ponto de vista administrativo, não se cuidou, com o devido valor, das questões de defesa militar, subestimou-se a reação da Coroa, na época instalada no Rio de Janeiro, às custas dos impostos do açúcar e do algodão, carros chefes das exportações brasileiras, lideradas por Pernambuco.
O castigo veio a galope, D. João VI mandou para o Leão do Norte além das tropas mercenárias, com ordem de executar, impiedosamente, os principais envolvidos com o novo sonho de república, a determinação de tornar independente de Pernambuco a Comarca das Alagoas e de sua alçada administrativa, a Capitania do Rio Grande do Norte. Era o início de uma série de retaliações que os pernambucanos iriam sofrer no decorrer de sua brava e destemida conduta na História Nacional.

6 de 1895 - Inaugurada, na Praça da República, pelo Governador Alexandre José Barbosa Lima, a Escola de Engenharia de Pernambuco, que viria ser extinta e recriada, alguns anos depois, instalando-se na Rua do Hospício.

7 de 1817 – “Foi designado Secretário do Governo Revolucionário o padre Miguel Joaquim de Almeida Castro, o Frei Miguelinho, como ficaria conhecido na História de Pernambuco. Nasceu no Rio Grande do Norte, no ano de 1768 e estudou no Seminário de Olinda, onde foi professor.
No Governo Republicano foi moderado e defensor da influência religiosa nas medidas governamentais.
Preso, acompanhou resignado o processo a que foi submetido, sendo levado para a Bahia onde foi executado no Campo da Pólvora” (Manoel Correia - Pernambuco Imortal)

8 de 1820 - Essa é a data de nascimento de José Domingos Codeceira um dos mais dedicados pesquisadores da história e da arqueologia pernambucanas.
Grande admirador e defensor das causas de sua terra, sempre evidenciou as glórias de Pernambuco.
Foi ele que, com precisão incontestável, assinalou que a antiga estação da mangabeira de cima se tratava do antigo Morro Bognuolo, (atual Morro da Conceição) que o lugar chamado Cordeiro foi o engenho de Ambrósio Machado e a torre o de Marcos André. Pertenceu ao Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano, tendo falecido em 10 de Janeiro de 1904.

09 de 1535 - Chega a Pernambuco, acompanhado de grande comitiva, onde se destacavam sua esposa, dona Brites de Albuquerque e seu cunhado, Jerônimo de Albuquerque, o nosso primeiro Donatário, Duarte Coelho "O Fazedor de Nações", responsável, direto, pelo invejável progresso de sua capitania, inicialmente chamada de Nova Lusitânia.
Por não dispormos de datas precisas sobre os nascimentos e falecimentos dos três principais vultos do início da colonização de Pernambuco, transcrevemos, a seguir, considerações historiográficas sobre DUARTE COELHO, DONA BRITES DE ALBUQUERQUE e JEÔNIMO DE ALBUQUERQUE:

DUARTE COELHO
Entre todos os donatários, o melhor aquinhoado, e o que recebeu a mais vantajosa partilha de Dom João III foi, sem dúvidas, Duarte Coelho. Tanto pela grandeza territorial da Capitania, quanto pela sua posição estratégica em relação do Velho Mundo, principalmente, perante a Europa Ocidental e ainda, pela qualidade do pau-brasil encontrado em suas matas e, finalmente, pelas excelentes condições geológicas de seu solo apropriado para o desenvolvimento da agricultura canavieira onde o primeiro donatário, retribuindo, com maestria as vantagens naturais do seu legado, transformou-a no reduto de progresso inigualável no Brasil Colônia.
“Prudente, ativo, cheio de experiência, o severo e virtuoso Duarte Coelho não era homem que viesse apossar-se de seus domínios, apressadamente, de não vaziar, sem saber a que vinha. Tratou de preparar-se, com muito cuidado, para a missão que, ao fim, imortalizou-o muitíssimo mais que os seus descobrimentos de terras, os seus feitos bélicos e as suas ações diplomáticas ainda vivas, apontadas como exemplo, no Oriente. Prepara-se, pois sabe que não encontrará aqui, como encontrou na Índia misteriosa, civilizações adiantadas, povos cultos, riquezas por toda parte. Esperá-lo-ão, estava certo disto, selvagens ferozes, traiçoeiros e antropófagos, tribos que mal acabara de ingressar nos estágios mais recuados, mais profundos das idades líticas”.(Origem da Colonizações de Pernambuco – Sérgio Hygino - Rev. do Arq. Público – Ano II n. IV – 1946).
Sobre a origem desse exemplo de administrador, tem-se informações que pertenceu, por bastardia, a antiga família dos Coelho sendo filho do navegador Gonçalo Coelho e de Calocina Annes Duarte. O local de seu nascimento foi Miragia, embora tenha sido criado no mosteiro de Vila Nova. Forjou sua personalidade de patriota e herói ao protagonizar corajosas aventuras em nome de seu soberano Dom João I, na Ásia e na África, onde obteve larga experiência e conhecimentos.
Segundo Flávio Guerra ( 14 )pág. 86.”Todavia não foi apenas como soldado e marinheiro que Duarte Coelho atendeu ao reinado manuelino. Igualmente, trabalhou como diplomata, servindo como encarregado de diversas representações portuguesas na Índia e no Sião, quando, até deste último país, conseguiu a paz e o comércio livre com Portugal naquelas plagas, havendo ali sido levantado um padrão com as quinas portuguesas na costa da Hodeia”...
Ao morrer D. Manoel, em 1521, já Duarte Coelho apresentava um currículo expressivo, havendo , assim, plasmado a sua personalidade como marinheiro e comandante, homem de guerra, diplomata e servidor público, sob a influência das décadas manuelinas, dentro daquele mundo grandioso de arte, engenharia, política, cultura, técnica e coragem que foi o reinado português de O VENTUROSO...”
A área do futuro Estado de Pernambuco, principalmente no seu limite Norte onde Cristóvão Jacques construiu “a primeira casa de minha feitoria”, como afirmou D. João III, corresponde aos limites da primeira carta do sistema Donatário assinada em Évora, em 9 de março de 1534, e entregue justamente a Duarte Coelho que acabara de chegar do Atlântico na companhia de Martin Afonso.
Ao apresentar-se ao conde de Castanheiras para receber as boas novas ficou também ciente por aquele auxiliar direto do rei “o quanto lhe seria oneroso a sua ida para o Brasil a fim de colonizar as terras. Nada lhe oferecia o soberano em dinheiro e ajuda material. Apenas as terras seriam doadas a uma franquia total na Alfândega de Lisboa seria autorizada para tudo que ele levasse nos seus navios notadamente ferramentas para uso na sua donataria mercê dos direitos que havia de pagar dos ferros e causas outras que mandasse trazer de fora do reino para provimento dos seus navios que ora vai ao Brasil. Arquivo Nacional da Torre de Tombo – Lisboa – documentos do Brasil – prat. – I- M53-D118.
Mas as terras do futuro Pernambuco compensavam todos os sacrifícios, pois eram maiores que todas as outras doadas no Brasil, dispondo de sessenta léguas de litoral e contando aproximadamente, sem falar na posse exclusiva do Rio de São Francisco, uma das maiores artéria fluviais de grande possessão.
Entre todos os donatários do novo sistema “somente Duarte Coelho procedeu como um verdadeiro colonizador, demonstrando suas boas intenções com a terra recebida e que chamaria, como uma continuação da sua de: “NOVA LUSITÂNIA”.
Partiu para o nordeste brasileiro, com numerosa comitiva, tendo feito grandes gastos para transporte de animais, amigos e parentes tendo, antes, o cuidado de solicitar a exoneração da armada real portuguesa, saindo de Lisboa em outubro de 1534.
“Em um galeão, duas caravelas e dois barcos menores embarcaram sua mulher, Dona Brites, seu cunhado Jerônimo de Albuquerque, e mais uma comitiva de gente nobre, de boa linhagem, luzidia, para povoar as novas terras, grupo de portugueses sólidos, gente da nobreza rural situada entre o Minho e o Douro, famílias de boa estirpe”.
Em 9 de março de 1535 Duarte Coelho e sua comitiva” desembarcou finalmente no extremo norte de sua capitania, ás margens do Rio Santa Cruz, no local denominado Sitio dos Marcos.
Logo ao chegar, o nosso “Fazedor de Nações” encontrou grandes dificuldades com os silvícolas e, juntamente com o contingente vindo em sua esquadra e alguns portugueses que já habitavam o local e uns poucos aborígines simpáticos aos lusitanos, enfrentou os índios inamistosos próximo ao Rio Santa Cruz, posteriormente chamado de Igarassu, onde mandou construir, em ação de graças pelas vitórias alcançadas, a igreja de São Cosme e Damião, iniciando, desta forma (1535), a real colonização de sua Nova Lusitânia.
Depois da fundação de Igarassu, Duarte Coelho construiu Olinda, onde a partir de 1536 desenvolveu o programa colonizador que resultaria no melhor rendimento do Governo Donatário do Brasil. O único que ousou implantar-se firmemente em seus domínios e lega-los aos seus descendentes como se fora um verdadeiro soberano, um verdadeiro marco, um verdadeiro Rei.
Após o período belicoso com os Caetés e Tabajaras, vivendo agora um tempo de paz e relativa tranqüilidade, uma coisa passou a preocupar Duarte Coelho, a vinda para as suas terras de degredados do Reino, muitas vezes criminosos da mais baixa classificação, bem como a atuação dos chamados “controladores de pau-brasil”, negociantes portugueses a quem o Rei fizera determinadas concessões. Eram, segundo Flávio Guerra:“ uma escória de aventureiros, que foram à nova terra. Emigravam em busca de fortuna fácil, desprovidos de escrúpulos, explorando desumanamente os índios, gerando guerras e desconfianças entre nativos e brancos além de tentarem implantar, na Colônia, a indisciplina e a corrupção dos costumes. Sendo estes os motivos originários para a preocupação do Frei Vicente do Salvador.
Assim, além de ter que vencer as hostilidades de alguns aborígines refratários à presença dos colonizadores, teve ainda que enfrentar as adversidades provocadas por degredados e salteadores de terra e mar, não obstante a precária assistência da Metrópole, assunto sempre abordado nas cartas que dirigia a D.João III.
Foi, sem sombra de dúvidas, Duarte Coelho o verdadeiro artífice da civilização açucareira e quem utilizou primeiramente os recursos naturais do território, desenvolvendo nas bases agro-industriais os suportes sociais.
Contrário à economia simplesmente extrativista do pau-brasil e avesso à busca sistemática do ouro, volta-se para o plantio e a cultura dos canaviais.
Estava, portanto, o donatário da Nova Lusitânia predestinado a coroar de êxito sua empreitada, sua missão, seu desafio em terras brasílicas e que ele apropriadamente, fez referência em uma de suas cartas à Metrópole, como tendo sido de conquistar a palmos a terra que lhe fora dada a léguas.
No seu temperamento equilibrado, na sua natureza vigorosa e ao mesmo tempo maleável, a vontade forte obedecia a um conspícuo bom senso.
Sua presença quase basta par explicar o êxito singular desse ensaio de colonização feudal, por ele executado com método, perseverança e disciplina.
O velho militar e hábil administrador Duarte Coelho continuou a conservar a autonomia mesmo quando o Governador Tomé de Souza se instalou no Brasil, como prêmio dos serviços prestados à Coroa.
No entanto os áulicos, acometidos de inquietante inveja, encetaram um movimento contrário à autoridade de Duarte Coelho no Brasil, culminando com uma carta subscrita pelo Pare Manuel da Nóbrega sendo de parecer perante EL-REI que a jurisdição de toda costa pernambucana deveria ser revertida àquele Soberano.
Essa missiva provocou o chamamento à coroa do donatário de Pernambuco, ao Reino, onde poucos dias depôs de desembarcar, faleceu, certamente em resultado da cansativa e extemporânea viagem.”

JERÔNYMO DE ALBUQUERQUE

Compondo a comitiva de seu cunhado, Duarte Coelho, desembarcava em Barra dos Marcos, Jerônimo de Albuquerque, depois cognominado de Adão Brasileiro.
Logo ao chegar, participou das lutas contra os indígenas e, segundo Pereira da Costa, (Anais Pernambucanos, Vol. I.) :“quando aprisionado pelos Tabajaras, despertou a paixão da filha do chefe Arcoverde que pediu ao pai para saltá-lo, casando-se com ele. Desta união com a índia que recebeu o nome cristão de Maria do Espírito Santo, nasceram oito filhos, um dos quais, se tornaria famoso na conquista do Maranhão, ao destruir a França Equatorial.
Foi auxiliar direto do sobrinho e segundo donatário Duarte Coelho de Albuquerque, garantindo a conquista da Várzea do Capibaribe e dando segurança ao trajeto feito em pequenas embarcações entre o porto de Olinda (varadouro) e o Recife.

DONA BRITES DE ALBUQUERQUE
Assumiu o governo da capitania em várias ocasiões, na ausência de Duarte Coelho, sempre assistida por seu irmão, Jerônimo. Com a morte do seu esposo, ela passou então a ocupar o cargo com todas as honras e obrigações devidas, recebendo, inclusive, o título de capitoa até a mocidade de seu filho Duarte Coelho de Albuquerque, fato esse que lhe atribui a condição de primeira mulher a governar em terras brasileiras.

10 de 1534 - Era assinada, em Évora, pelo Rei D. João III, a primeira carta do novo sistema de capitanias hereditárias. Tratava-se, justamente, da futura Capitania de Pernambuco.

10 de 1861 - Inauguração do prédio do Hospital Pedro II, projetado pelo Engenheiro José Mamede Alves Ferreira e que teve sua pedra fundamental lançada em 20 de Março de 1847.

12 de 1535 - Data da fundação da cidade de Olinda, primeira capital de Pernambuco, mãe da República e patrimônio natural e cultural da humanidade, a partir de dezembro de 1983

12 de 1537 - Data do Foral de Olinda e da primeira citação ao Recife, adotada como a da fundação da atual capital de Pernambuco pela lei n.º 9. 691, de 21 de novembro de 1966, do então Prefeito Augusto Lucena, após sugestão da comissão por ele criada, e presidida pelo historiador Flávio Guerra.

14 de 1847 - Nascia na Fazenda Cabaceira, Comarca de Cachoeira, na Bahia, o futuro Poeta dos Escravos, Antônio de Castro Alves. Veio para o Recife com apenas quinze anos de idade e aqui iria vivenciar seus melhores dias como poeta, boêmio e abolicionista.
Segundo Manoel Correia de Andrade, (01): A produção poética de Castro Alves pode ser dividida em duas linhas bem definidas: a épica e a lírica. Como poeta, cantou a liberdade alcançando a escravidão e todas as sua seqüelas, defendendo as idéias republicanas e até anti-religiosas. Pedro Calmon (1940) admite que a sociedade pernambucana, bem mais radicalizada que a baiana, tenha contribuído para desenvolver idéias revolucionárias e libertárias em Castro Alves. As idéias de 1817, 1824 e 1848 ainda eram bem marcantes no Recife, a poesia lírica era feita em homenagem às namoradas como a disputa poética que teve com Tobias Barreto, em pleno Teatro de Santa Isabel, em exaltar Eugênia Câmara , musa do primeiro e Adelaide do Amaral, lira do segundo.
No Recife, Castro Alves viveu intensamente sua juventude, de 1862 a 1867, até transferir-se para São Paulo onde pretendia concluir seu curso jurídico, no entanto, sua vida desregrada na capital pernambucana o deixara tuberculoso e não apenas isso, um acidente com arma de fogo durante uma caçada veio agravar ainda mais sua saúde forçando-o a retornar à Bahia aonde faleceu, com apenas 24 anos de idade.

15 de 1900 - Começava o século XX e, com ele, a vida de um dos maiores sociólogos que o mundo conheceu, GILBERTO DE MELLO FREYRE. O local exato do seu nascimento foi uma casa situada na esquina da antiga Estrada dos Aflitos com a Rua Amélia, posteriormente demolida para dar lugar ao atual Palacete do Tenente da Catende. (Antonio Ferreira da Costa Azevedo).
Não apenas pelos seus posicionamentos sociais, economicamente desbravadores, tão bem evidenciados nas suas principais obras: Casa Grande e Senzala e Sobrados e Mocambos, editadas em várias línguas e lidas e comentadas nos quatro cantos do mundo, Gilberto Freyre teve marcada a sua personalidade como homem de valorização étnica e regionalista, ao assimilar um pouco dos engenhos de Nabuco e do urbanismo de José Mariano.
Ele representa, por assim dizer, um abolicionista, depois da “EBULIÇÃO” da “ABOLIÇÃO”, que complementou ou, pelo menos, tentou complementar, os princípios da liberdade negreira. Gilberto foi singular por ser plural. Foi aquele que viu no regionalismo a universalidade e, justamente por isso, por ver no nordeste e principalmente em Pernambuco, o cosmopolitismo étnico, é que conseguiu ser um personagem internacional sem abandonar o seu querido Apipucos.

Gilberto Freyre


17 de 1921 – Nascia, no Recife, o grande poeta e radialista de projeção nacional, Antônio Maria.
Já em 1938, com apenas 17 anos, dava início à sua brilhante carreira no jornalismo, ao ingressar na Rádio Clube de Pernambuco- PRA-8.
Tão inteligente, quanto irreverente, Antônio Maria, mesmo contando apenas vinte e sete anos de idade, conseguiu tornar-se diretor da Rádio Tupi do Rio de Janeiro e cronista da Rádio Jornal.
Boêmio e sempre apaixonado por belas mulheres, adentrava as madrugadas, tanto no Rio de Janeiro como no Recife para a qual dedicou belas canções, como essa:

Sou do Recife, com orgulho e com saudade
Sou do Recife, com vontade de chorar
O rio passa, levando barcaças pro alto do mar
E em mim não passa essa vontade de voltar
Recife mandou me chamar
Capiba e Zumba essa hora onde é que estão?
Inês e Rosa em que reinado reinarão
Ascenso me mande um cartão

Rua antiga da Harmonia
Da Amizade, da Saudade e da União
São lembranças noite e dia
Nelson Ferreira toque aquela introdução.


19 de 1864 - Nascimento no Engenho Paquivira, perto de Timbaúba, de Manoel Antônio Pereira Borba.
Em 1888, ano da abolição, Manoel Borba já exercia a advocacia sendo nomeado promotor de Itabuna. Com a República, foi eleito deputado estadual.
Espírito empreendedor, segundo informa Débora Feijó, Manoel Borba fundou, com alguns amigos, uma fábrica de tecidos, à qual deu uma orientação moderna, tanto na sua organização como nas relações entre patrão e empregados”.
Defensor do Dantismo (adepto de Dantas Barreto), com a vitória daquele General, de quem, posteriormente, se desligou, elegeu-se deputado federal.
Em 1914, com larga margens de voto, chega a mandatário de Pernambuco, passando a exercer a liderança política no nosso Estado elegendo facilmente, seu sucessor, Dr. José Rufino Bezerra Cavalcanti.
Após atuar por vários anos, recolheu-se à Goiana, onde viveria seus últimos dias.
Numa refeição, engasgou-se com um pequeno osso de galinha que o obrigou a uma iminente cirurgia, sendo diabético, teve problemas pós-operatório que o levaram à morte, em 11 de Agosto de 1928. Seu sepultamento, no Cemitério de Santo Amaro, foi verdadeiramente apoteótico, sendo-lhe erguido, posteriormente, um mausoléu onde consta a seguinte inscrição: CIDADÃO: QUANDO QUISERES ADVERTIR AOS VOSSOS GOVERNANTES, INCITAR OS VOSSOS COMPATRIOTAS E EDUCAR OS VOSSOS FILHOS, APONTAI-LHES O EXEMPLO QUE FOI MANOEL BORBA- PROBIDADE / CARATER – LIBERDADE E BRAVURA CÍVICA.
Manoel Borba, não apenas pelo seu perfil de chefe político honesto e austero, também se notabilizou por ter sido o protagonista de dois relevantes feitos na vida cívica e na historiografia pernambucanas:
1 – Adotou, por sugestão do IAHGP, o Pavilhão da Revolução de 1817.
2 - Foi um dos maiores benfeitores daquela instituição, doando-lhe, inclusive, sua atual sede na Rua do Hospício, 130.
23 de 1850 - Nascia em Papacaça, atual Bom Conselho, Pernambuco, Emydio Dantas Barreto. Com apenas 15 anos de idade, serviu o Exército Brasileiro como voluntário na Guerra do Paraguai e ali se destacou por sua dedicação às ordens superiores, tanto que, ao retornar ao Brasil, ingressou na Academia Militar.
Em 1897, já como coronel, lutou em Canudos e, nove anos depois, era galgado ao generalato do Exército chegando, posteriormente, a Ministro da Guerra. Afeito à literatura e ao teatro, escreveu diversos artigos, alguns livros e várias peças teatrais e, por esses e outros méritos ingressou na Academia Brasileira de Letras.
Com o apoio do governo federal e da Corporação a que pertencia e aonde chegou a ocupar o mais alto posto, e contando ainda com vários seguimentos da comunidade Pernambucana, concorreu com o grande líder político conselheiro Francisco da Rosa e Silva, que havia sido vice-presidente da República, conseguindo eleger-se Governador de seu Estado.
Após terminar o seu mandato, tido como truculento e autoritário e sem prestigiar as classes locais que o apoiaram, Dantas Barreto elegeu-se Senador vindo a falecer no Rio de Janeiro, em 1931, aos 81 anos de idade.

24 de 1649 – Vítima de grave ferimento sofrido na Primeira Batalha dos Guararapes, no mês anterior, falecia no forte do Arraial Novo do Bom Jesus, nas matas do Engenho Cordeiro, o nosso grande herói da Insurreição Dom Antonio Felipe Camarão, que teve como local de nascimento, para uns, a Capitania do Rio Grande do Norte e, para outros, a de Pernambuco.
Seu nome de batismo foi Poti ou Potiguaçu, que significa camarão. Ao ser batizado e convertido ao catolicismo, em 1614, recebeu o nome de Antonio e adotou o de Felipe, em homenagem ao soberano Felipe II.
Educado pelos Jesuítas, era ele, segundo Manoel Calado: “destro em ler e escrever e com alguns princípios de latim”
Sempre acompanhado de sua esposa Dona Clara, tão competente quanto ele, destacou-se nas batalhas de São Lourenço, de Porto Calvo e de Mata Redonda.
Distinguiu-se na primeira Batalha dos Guararapes, pela qual foi agraciado com a Mercê de Dom, o Hábito de Cavaleiro da Ordem da Cruz, de foro de fidalgo, com Brasão de Armas e o Título de Capitão-Mor de todos os índios do Brasil.”

24 de 1850 - Benção do terreno para a construção do Cemitério de Santo Amaro, aberto para funcionamento em 1º de Março de 1851, cuja capela que invoca Bom Jesus da Redenção, foi projetada por José Mamede Alves Ferreira.

25 de 1862 - Nascia, no Recife, Alexandre José Barbosa Lima. Já aos dezessete anos matricula-se na Escola Politécnica do Rio de Janeiro e, três anos depois, ingressa na Escola Militar da Praia Vermelha onde diplomou-se como engenheiro militar contando apenas vinte e cinco anos de idade.
Abolicionista e republicano foi deputado constituinte pelo Ceará levando seus ideais para o novo Congresso, onde se notabilizou pela sua oratória fácil e objetiva postando-se contra os adeptos do Marechal Deodoro e passando,declaradamente, para o campo do “Marechal de Ferro”, que o conduziria ao Governo de Pernambuco, em 7 de abril de 1892.
Apesar de todas as dificuldades encontradas e levadas a roldão, Barbosa Lima realizou um governo frutuoso, dando especial atenção aos setores de saúde e educação.
Criou a Inspetoria de Higiene e um Conselho de Salubridade, contratando, no exterior, o especialista Joseph Veil para orientar os laboratórios de análises que também fundou.
Diante da precariedade do único isolamento do Recife, o Lazareto do Pina, ele fretou um navio onde eram tratados os pacientes de doenças contagiosas. Redobrou os cuidados no asseio da capital e na extinção de focos de água poluída, aumentando a rede de esgotos e galerias pluviais, confiando esse serviço à Recife Drainage Company.
No campo da educação, edificou prédios escolares, criou a Escola de Engenharia, como vimos, e deu ajuda à Escola Industrial Frei Caneca. Protegeu, ainda, o Liceu de Artes e Ofícios e o Instituto Arqueológico.
Segundo o Prof. Jorge Fernandes em seu indefectível “Vidas que não morrem”, pág. 92, Volume I : “ Os grandes homens, como os grandes quadros e os grandes panoramas só podem ser avaliados quando olhados de longe. Foi assim o Governo de Barbosa Lima, que, em sua administração excitou violentas oposições e causou lamentáveis equívocos que só o tempo foi esclarecendo. Barbosa Lima (TIO) como ficou conhecido após a gestão de seu sobrinho, também no Governo de Pernambuco., faleceu em 9 de janeiro de 1931.

29 de 1817 – Dava seu último suspiro, o grande herói Pernambucano José Inácio Ribeiro de Abreu e Lima (o Padre Roma) ao ser executado no calabouço da prisão de Salvador, na presença plangente de seu filho, o futuro General das Massas, ato também assistido por eufóricos portugueses e pelos acovardados súditos do Conde dos Arcos.
Nascido em 1768, Ribeiro Roma encetou seus estudos de humanidades, mostrando notável inteligência e caráter independente e um pouco aventuroso; deliberou seguir a vida religiosa, abraçando o Instituto Carmelita, sendo, posteriormente, professor do Convento de Goiana, quando adotou o nome eclesiástico de Frei José de Santa Rosa.
Custeado por seus pais, licenciou-se dos prelados e seguiu para Portugal, formando-se em teologia pela Faculdade de Coimbra.
Terminados seus estudos, seguiu para Roma, onde recebeu as ordens sacrossantas do futuro Papa Pio VII, embora tenha deixado a vida religiosa, em 1807, por licença solicitada, e concedida, pelos Tribunais Eclesiásticos de Pernambuco.
Uma das principais figuras da Revolução de 1817, o Padre Roma, orador com grandes dotes, tornou-se muito conhecido por seus sermões e sua adesão às idéias liberais, principalmente, na Europa, ao se ligar à Maçonaria. Recebeu e aceitou, destemidamente, a missão de conclamar para a causa democrática os compatriotas de Alagoas e da Bahia, terminando por se tornar no primeiro mártir daquela Revolução.
Na hora de seu fuzilamento, Padre Roma, demonstrando coragem e sangue frio e, principalmente, amor à sua Terra natal, apontou para o lado esquerdo do peito e disse, em voz alta: O CORAÇÃO DO PERNAMBUCANO É AQUI.

29 de 1932 - Fundação do Curso de Arquitetura e da Escola de Belas Artes. Essa entidade foi criada sob a égide de alguns artistas precursores da idéia de sua fundação: Joel F. Jaime Galvão, Henrique Eliot, Mario Nunes, Bibiano Silva, Euclides Fonseca, Baltasar da Câmara, Murilo La Greca , Heinrich Moser (vitralista alemão), Jaime Oliveira, Luiz Mateus Ferreira, Fédora do Rego Monteiro., Abelardo Gama, Heitor Maia Filho, Álvaro Amorim e Emílio Franzoni, entre outros.
Sua primeira sede foi a casa n. º 150 da Rua Benfica onde permaneceu até a sua transferência para a Cidade Universitária.
Foi da Escola de Belas Artes que surgiu O Curso de Arquitetura de Pernambuco. (mais detalhes sobre esse assunto e engenharia de nosso Estado, ver o livro de Fernando Borba (De Traços & Feitos-1999.)

30 de 1797 – Nessa data, recebia o seu passaporte, Antônio Gonçalves da Cruz Cabugá, filho do abastado comerciante Manoel Gonçalves da Cruz. Residiu no centro da Freguesia de Santo Antonio, na parte superior da loja de ourivesaria que pertenceu ao seu avô e depois ao seu pai que, ainda garoto, sem saber pronunciar direito as palavras, perguntava aos fregueses que vinham à loja: qué bugá? Querendo dizer: quer esburgar? (limpar o ouro) vindo daí o apelido (cabugá), que foi incorporado ao nome oficial da família.
Depois de adulto, Antonio da Cruz Cabugá, com seu jeito comunicativo, mostrou-se bem relacionado com a sociedade recifense, não só com aquela do centro da então vila, como na sua grande propriedade no arrabalde do Manguinho, (atual Parque Amorim) aproveitando esse relacionamento social para aliciar adeptos, tanto para a Maçonaria, a qual pertencia, como para as causa do movimento republicano, que viria eclodir em 6 de marco de 1817.
Quando aquele governo Revolucionário se fez vitorioso, procurou, de imediato, reconhecimento de alguns países como a Inglaterra, a Argentina e os Estados Unidos, Cabugá, pelas características que lhe eram peculiar, foi enviado em missão diplomática que seria a precursora da Diplomacia Brasileira.
Com a queda da Revolução, nosso emissário teve que permanecer no exterior, temeroso das represálias que, por certo sofreria, se regressasse ao Brasil.
Com a Independência (1822) e a anistia, ele pode retornar a Pernambuco, reaver os seus bens e reativar as suas atividades. Posteriormente, com a abdicação de Pedro I, Cruz Cabugá foi nomeado Cônsul Geral do Brasil na Bolívia, onde se encontrava ao falecer em 1833.

30 de 1849 – Era capturado nas matas do Cabu, em Igarassu, no desenrolar da Revolução Praieira, um dos principais líderes daquele movimento, Antônio Borges da Fonseca (o repúblico), que nasceu em 1808, na Vila da Paraíba, atual João Pessoa. Era ainda muito jovem quando teve a oportunidade de assistir as reuniões de alguns Patriotas de 1817, anistiados em 1821 quando arquitetavam as lutas da independência, tanto na Convenção de Beberibe como na Confederação do Equador.
Segundo assinala o historiador Mário Márcio (1994): “Antônio Borges da Fonseca foi muito influenciado pela leitura de filósofos franceses como Rousseau de quem tirou a idéia de que a sociedade se originara de um contrato social, não havendo razão para que os povos fossem geridos por um rei, em conseqüência de uma vontade divina. Por isso, em 1828, foi um dos fundadores da Loja Maçônica ou Carpinteiros de São José, que se compunha à coluna do Trono e do Altar.”
Após o período em que viveu uma grande agitação política e intensa ameaça na imprensa paraibana e pernambucana, Borges da Fonseca transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde fundou o jornal “ O Repúblico” do qual herdou o cognome que o tornou conhecido em nossa história.
Retornando ao Recife, não só apoiou como foi um dos líderes da Revolução Praieira, rompida em 7 de novembro de 1848 e de que trataremos ainda neste trabalho.
Borges da Fonseca chefiou a Coluna do Sul e após lançar o Manifesto ao Mundo nas Matas de Água Preta, veio para o Recife e ocupou o Forte das Cinco Pontas. Após alguns reveses com as tropas legalista do Brigadeiro Joaquim Coelho (futuro Barão da Vitória), foi preso, como vimos, em Igarassu e, após julgamento foi condenado à prisão perpétua indo cumprir a pena em Fernando de Noronha, ali permanecendo por três anos -, até ser indultado e regressar ao Recife.
“Em 1867, lançou um manifesto autobiográfico, no qual nota-se a sua frustração por não ter recebido ajuda política, nem na Paraíba, nem em Pernambuco. Faleceu em março de 1872 na casa de uma filha,. em Nazaré da Mata.”

segunda-feira, 21 de março de 2011

Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano



É uma instituição de caráter particular inaugurada ao dia 28 de janeiro de 1862, constitui-se na segunda mais antiga do gênero no Brasil. O IAHGP foi fundado inicialmente nas dependências do convento do Carmo, transferido para a Biblioteca Pública Provincial do mosteiro de São Francisco, depois para um edifício na então Praça da Concórdia (hoje Praça Joaquim Nabuco). Instalou-se ainda no Ginásio Pernambucano durante os anos de 1912 a 1919 e hoje está localizado na Rua do Hospício, num casarão patriarcal de dois andares próximo ao Teatro do Parque.

O acervo de seu museu, aberto ao público e tombado pelo IPHAN, conta com riquíssimas fontes históricas que remontam o passado pernambucano. Entre elas, estão uma coluna em pedra com o brasão e a coroa portugueses datando de 1535, que serviu de marco divisório entre as capitanias de Pernambuco e Itamaracá; o brasão de armas de Duarte Coelho; os bustos de Frei Caneca, Oliveira Lima, Alfredo de Carvalho e Mário Melo, o primeiro prelo do jornal Diario de Pernambuco; um canhão holandês de bronze; pilares norte e sul do demolido arco de Santo Antônio; retratos a óleo e quadros de personalidades como Maurício de Nassau, Dom Pedro II, o bispo Azeredo Coutinho, João Alfredo, o Conde da Boa Vista; dois painéis sobre a primeira e a segunda batalha dos Guararapes; estampas preciosas do Recife antigo; uma coleção numismática; mobiliário pernambucano do século XIX; objetos e manuscritos raros.

Em Decreto Federal de 1919 foi declarado de “utilidade pública”. O Instituto ainda possui uma biblioteca composta por cerca de 16 mil volumes – entre livros, mapas e outras raridades – e publica, desde outubro de 1863, a Revista do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano, um periódico de grande relevância para a história do país.

Entre seus sócios, estiveram historiadores e intelectuais como José Higino, Pereira da Costa, Alfredo de Carvalho e José Antônio Gonsalves de Mello, que foi seu presidente de 1965 a 2000. Atualmente seu quadro é formado por cinqüenta sócios efetivos e sócios correspondentes em número ilimitado. Ao longo de sua existência vem pautando sua atuação na defesa do ideário pernambucano e de suas tradições histórico-culturais.

Em sua página na internet, o instituto fornece ao internauta publicações e possibilita visitas virtuais ao seu museu.

Endereço: Rua do Hospício, 130, Boa Vista, Recife - PE.
Fone: (81) 3222-4952
Horário de visitação: Segunda a sexta-feira, das 13h às 17h.
Sábado, das 8h às 12h
Site: www.institutoarqueologico.com.br

sábado, 19 de março de 2011

Movimento Armorial

Movimento cultural oficialmente lançado, no Recife, a 18 de outubro de 1970, tendo como idealizador o escritor Ariano Suassuna. Seu objetivo: "realizar uma arte erudita brasileira a partir das raízes populares da nossa cultura".

De início modesto, partindo de um concerto e uma exposição de artes realizados no Pátio de São Pedro, no centro do Recife, ao poucos o movimento foi ganhando força. Em 1976 já apresentava propostas nos campos da arquitetura, gravura, dança, cinema, música, teatro, cerâmica, tapeçaria, escultura, pintura e literatura.

Surgiu no âmbito universitário, quando seu idealizador era diretor do Departamento de Extensão Cultural da Universidade Federal de Pernambuco. Depois, o movimento ganhou apoio oficial da prefeitura do Recife e da Secretaria de Educação de Pernambuco.

Desde o início o Armorial congrega nomes importantes da cultura pernambucana e até mesmo brasileira, como o próprio Ariano Suassuna, Francisco Brennad, Raimundo Carrero, Gilvan Samico e outros. Integraram o movimento grupos como: Balé Armorial do Nordeste, Orquestra Armorial de Câmera, Orquestra Romançal e Quinteto Armorial.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Liceu Nóbrega de Artes e Ofícios


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O Liceu de Artes e Ofícios de Pernambuco é uma escola brasileira, localizada no Recife, Pernambuco, mantida pela Universidade Católica de Pernambuco - UNICAP, da Companhia de Jesus. Embora a escola tenha um convênio com a Secretaria de Educação, o Estado cede seus professores.

História

Teve assentada a primeira pedra em 23 de abril de 1871 e foi inaugurado em 1880, como sede da Escola de Ofícios mantida pela Sociedade dos Artistas Mecânicos e Liberais de Pernambuco, que ministrava aos interessados aulas de desenho, arquitetura, aritmética e primeiras letras.

Extinto em 1950, desde 1970 seu acervo e o prédio, localizado na Praça da República, estão sob a guarda da Universidade Católica de Pernambuco, quando foi reativado oferecendo cursos técnicos em adminstração e contabilidade. O início do convênio com a Secretaria de Educação foi por volta dos anos 80, passa a funcionar como uma escola filantrópica, mantida pela Universidade Catolica de Pernambuco(UNICAP), insituição ligada a Companhia de Jesus. A Unicap cria um convênico com a Secretaria de Educação de Pernambuco, porém o Estado só sedia os professores.

Com o fechamento do antigo Colégio Nóbrega (colégio privado ligado à UNICAP), em 2006, ganhou um novo perfil como Complexo Educaional Nóbrega, o Liceu foi transferido para suas instalações, passando a localizar-se no campus da Católica, no bairro da Boa Vista. Na sua antiga sede passou a funcionar o Centro de Ensino Experimental Porto Digital, que agora funciona também no campus da Universidade Católica. No Complexo Nóbrega também funcionava o Centro de Ensino Experimental Nóbrega.

Um novo convênio foi assinado pela Unicap, em 2008. Depois de muitos problemas que a escola enfrentou em 2007 a Católica assinou convênio com varios orgãos de Pernambuco para o Liceu. A Secretaria de Educação foi uma delas, para a secretaria o Liceu passa ser uma escola de aplicação em 2010, para que os alunos podessem receber todos os beneficios e alguns materiais escolares, assim entra definitivamente para a Rede Estadual de Ensino e foi reconhecido como uma escola publica. Todavia mantém suas tradições, como seu fardamento com o brasão da Unicap e emblema dos Jesuítas. Continua vinculado a insituição católica de ensino superior, contando agora com novas parceria como o Fé e Alegria.

Complexo Nóbrega

O Liceu de Artes e Ofícios tem como vizinho no Complexo Nóbrega o Instituto do Patrimônio Historico e Artistico Nacional (IPHAN), que funciona no Palacio da Soledade, no antigo Colégio Nóbrega. A Unicap ainda manté a Igreja de Nossa Senhora de Fátima no local.

Trata-se de um dos maiores complexos de ensino de Pernambuco. Agora o Liceu de Pernambuco conta com instalações adequadas que vão de laboratóriosque não existem a quadra poliesportiva que não se deixam usar, inexistentes na antiga sede, na Praça da República.
Antiga Sede

O prédio oficial do Liceu de Artes e Ofícios de Pernambuco deve se tornar, em breve, um centro cultural. A Unicap estuda criar o Centro Cultural Liceu, para isso está em busca de parceiros.

Cursos
Ensino Fundamental

* 5ª a 8ª série (6ª a 9ª série)

Ensino Médio

* 1° ao 3° ano

Ensino Técnico

* Administração
* Contabilidade

Atualmente funciona no Complexo Educacional Nóbrega, no Campus da Católica.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Morre Chiquinha Gonzaga a última irmã do Rei Luiz Gonzaga

Publicado por Itapetim.net em 15 de março de 2011 | Categoria: Itapetim Notícias

Morreu na madrugada desta terça-feira (15/03/2011) na cidade de Santa Cruz da Serra, no Rio de Janeiro. A última dos dez irmãos do Rei Luiz Gonzaga a cantora e compositora Chiquinha Gonzaga, aos 85 anos. Chiquinha começou a carreira na década de 1950 e seu último trabalho gravado foi o CD “Chiquinha Gonzaga – 8 & 80″, de 2006.A também cantora e compositora Raimunda Gonzaga, 87 anos, conhecida como Muniz, morreu há 22 dias, no Rio de Janeiro. Ela foi sepultada na cidade de Exu (PE). Muniz é mãe de Maria Gonzaga e irmã de Chiquinha.O sepultamento de Chiquinha Gonzaga será realizado na tarde desta quarta-feira (16), no mausoléu da família, no Cemitério Tanque do Anil, no Rio de Janeiro.A irmã de Luiz Gonzaga é homônima da pianista carioca que viveu entre 1847 e 1935, e teve sua vida e carreira retratada na minissérie “Chiquinha Gonzaga”, da Rede Globo. Francisca Edwiges Neves Gonzaga ficou conhecida, entre outras músicas, por ter composto a marchinha carnavalesca “Ô abre alas”.A cantora, compositora e sanfoneira Chiquinha Gonzaga, 85 anos, irmã mais nova de Luiz Gonzaga, o rei do baião, morreu na madrugada desta terça-feira (15) no Hospital Moacir do Carmo, em Duque de Caxias (RJ). Segundo a família, ela sofria de Mal de Alzheimer e vinha sofrendo com complicações nos últimos nove meses.Ela era a caçula de dez irmãos e chegou ao hospital com problemas respiratórios e infecção urinária. “Minha tia foi ficando debilitada por conta da doença de Alzheimer, já que ela ficava mais na cama”, disse a sobrinha Maria Gonzaga, que morava com a tia em Duque de Caxias.
fonte da Noticia: G1- Pop & Arte
Foto:Carlos Augusto/ Foto de Divulgação da Prefeitura de Recife

Morre Chiquinha Gonzaga a última irmã do Rei Luiz Gonzaga

Publicado por Itapetim.net em 15 de março de 2011 | Categoria: Itapetim Notícias




Morreu na madrugada desta terça-feira (15/03/2011) na cidade de Santa Cruz da Serra, no Rio de Janeiro. A última dos dez irmãos do Rei Luiz Gonzaga a cantora e compositora Chiquinha Gonzaga, aos 85 anos. Chiquinha começou a carreira na década de 1950 e seu último trabalho gravado foi o CD “Chiquinha Gonzaga – 8 & 80″, de 2006. A também cantora e compositora Raimunda Gonzaga, 87 anos, conhecida como Muniz, morreu há 22 dias, no Rio de Janeiro. Ela foi sepultada na cidade de Exu (PE). Muniz é mãe de Maria Gonzaga e irmã de Chiquinha.O sepultamento de Chiquinha Gonzaga será realizado na tarde desta quarta-feira (16), no mausoléu da família, no Cemitério Tanque do Anil, no Rio de Janeiro.A irmã de Luiz Gonzaga é homônima da pianista carioca que viveu entre 1847 e 1935, e teve sua vida e carreira retratada na minissérie “Chiquinha Gonzaga”, da Rede Globo. Francisca Edwiges Neves Gonzaga ficou conhecida, entre outras músicas, por ter composto a marchinha carnavalesca “Ô abre alas”.A cantora, compositora e sanfoneira Chiquinha Gonzaga, 85 anos, irmã mais nova de Luiz Gonzaga, o rei do baião, morreu na madrugada desta terça-feira (15) no Hospital Moacir do Carmo, em Duque de Caxias (RJ). Segundo a família, ela sofria de Mal de Alzheimer e vinha sofrendo com complicações nos últimos nove meses.Ela era a caçula de dez irmãos e chegou ao hospital com problemas respiratórios e infecção urinária. “Minha tia foi ficando debilitada por conta da doença de Alzheimer, já que ela ficava mais na cama”, disse a sobrinha Maria Gonzaga, que morava com a tia em Duque de Caxias.

Fonte da Noticia: G1- Pop & Arte
Foto:Carlos Augusto/ Foto de Divulgação da Prefeitura de Recife

A origem do Reino Encantado



Movimento fanático, surgiu na localidade denominada Sítio da Pedra Bonita (área próxima à Vila Bela e que depois integraria o município de São José do Belmonte), interior de Pernambuco, em 1836, um ano depois de o estado sofrer uma grande seca. Teve início com as pregações do beato João Antônio, segundo as quais o rei Sebastião iria "desencantar" e voltar para distribuir riqueza com o povo.

O beato foi logo seguido por uma legião de adeptos, mas, pressionado por padres católicos, desistiu da iniciativa. Dois anos depois, João Ferreira (um cunhado do beato João Antônio) reinicia o movimento, com as mesmas promessas de criação do "Reino Encantado".

O fanático João Ferreira reunia seus seguidores em torno de um grande rochedo (a "Pedra do Reino") e dizia que, para que o rei Sebastião revivesse e pudesse realizar o milagre da riqueza, era preciso que a grande pedra ficasse totalmente tingida com sangue humano.

Quem doasse o sangue para a volta do rei seria recompensado: velhos ressuscitariam jovens; pretos voltariam brancos e todos, além de ricos, seriam imortais na nova vida. Tiradas de suas lavouras pelo flagelo da seca, famílias de agricultores acamparam em volta da rocha e passaram a aguardar o milagre.

João Ferreira proclamou-se "rei" e estabeleceu os costumes da comunidade ali formada. Por exemplo, cada homem poderia ter várias mulheres, mas cabia ao "rei" o direito da primeira noite: ele dormia a noite de núpcias com a recém-casada, devolvendo-a no dia seguinte ao marido.

Todas as outras normas de conduta também eram ditadas por ele. A tentativa de tingir a pedra com sangue humano (para que, finalmente, o milagre acontecesse) foi levada à prática durante três dias de maio de 1838. O primeiro a ser degolado foi o pai do "rei" João Ferreira.

Outras 50 pessoas foram sacrificadas, a maioria crianças. Mas, mesmo assim, o rei Sebastião não apareceu. Os fanáticos, então, decidiram sair em procissão, tendo à frente João Ferreira. Encontraram uma patrulha e foram massacrados.

terça-feira, 15 de março de 2011

O dia em que Jarbas deu uma de repórter



O ex-governador de Pernambuco, Jarbas Vasconcelos, no passado já deu uma de repórter. Foi em 1973, quando, disfarçado de turista, ele entrou numa fazenda em Brejo da Madre Deus, a 190 km do Recife, para cumprir uma missão: documentar a suspeita de que máquinas e trabalhadores pagos pelo governo estariam sendo utilizados para realizar obras numa propriedade particular do então governador do Estado, Eraldo Gueiros Leite. E o episódio teve grande repercussão.

Na época, Jarbas Vasconcelos era deputado pelo MDB, líder da Oposição na Assembléia Legislativa, e contratou um fotógrafo que também se fez passar por turista. Na propriedade de Eraldo Gueiros, a Fazenda Salobro, de 90 hectares, os dois fotografaram equipamentos e operários de duas empresas estatais (o Departamento Estadual de Poços e Açudagem e a Companhia de Eletrificação de Pernambuco) executando obras de eletrificação e perfuração de poços.

As fotos ficaram guardadas por duas semanas até que, no dia 27 de abril, foram divulgadas. Primeiro, Jarbas exibiu as fotografias no plenário da Assembléia Legislativa do Estado, durante uma tumultuada sessão, confirmando, assim, "tratar-se evidentemente de um ato imoral". No dia seguinte, as fotos acabariam publicadas pelos jornais pernambucanos e de outros estados brasileiros, entre os quais o Jornal da Tarde, vespertino paulista.

Em meio à sessão durante a qual as fotos foram exibidas, o líder do Governo, Antônio Correia de Oliveira, saiu em defesa de Eraldo Gueiros, dizendo que os trabalhos na fazenda do governador foram pagos das seguintes formas: a perfuração dos poços teria sido quitada ao Departamento de Poços e Açudagem com o cheque de nº 069322, do Bandepe; e a eletrificação rural fora paga à Celpe, com 170 notas promissoras de CR$ 76,00 cada. E, assim, tudo parecia resolvido.

Mas, a explicação de Antônio Correia não convenceu muita gente. O deputado Antônio Airton Benjamim, governista dissidente, foi um exemplo. Exibindo um exemplar do Diário Oficial do Estado daquela semana, ele leu em plenário a notícia sobre a assinatura de um contrato no valor de 7,3 milhões, entre o Governo do Estado (via Celpe) e várias cooperativas agrícolas, para eletrificação de propriedades rurais. E a legenda de uma foto da notícia dizia o seguinte:

"O chefe do executivo dirige-se aos presidentes de cooperativas do interior, afirmando que também participará, como simples cidadão, dos benefícios da eletrificação rural."

A partir daquele momento, a sessão na Assembléia Legislativa ganhou ares de guerra. A Oposição queria pedir o impeachment de Eraldo Gueiros, com base no artigo 173 da Constituição Federal, segundo o qual "não é permitido a um governador de Estado fazer contratos com companhias do governo ou naquelas em que o governo é o maior acionista". Mas, para pedir o impeachment, a Oposição teria que reunir os votos de 2/3 dos deputados, coisa que nem de longe ela conseguiria.

E, assim, com aquela tensa sessão na Assembléia Legislativa (que acabaria pondo mais fogo na velha briga Governo/Opisição), estaria encerrado o episódio das reveladoras fotografias realizadas por Jarbas Vasconcelos.

Mas, um detalhe de toda essa história ainda hoje provoca indagação:

Se, durante a sessão em que Jarbas apresentou as fotos, Pedro Correia já tinha em mãos os argumentos para defender o Governo, isso significa que o Governo sabia antecipadamente que as fotos seriam divulgadas. Por que, então, o Governo nada fez para tentar impedir que a divulgação se consumasse, já que esse tipo de intervenção era "normal" durante a ditadura militar? Teria sido descuido?

Fonte:http://www.pe-az.com.br

segunda-feira, 14 de março de 2011

Hoje é o dia da poesia

Hoje é dia da poesia e não poderia faltar nossa homenagem, há esse dia tão especial!!!

Parabéns poetas de meu Brasil

O que foi a Setembrizada?


Foi uma revolta militar ocorrida no Recife, durante os dias 14, 15 e 16 de setembro de 1831, exatamente cinco meses depois da abdicação imperial de Dom Pedro I. O movimento foi iniciado por soldados do Batalhão 14, que saquearam a cidade fazendo fogo, pedindo a volta do ex-imperador.

Rebelião até o momento pouco estudada, a Setembrizada teve - segundo o historiador Milton F. de Mello - antecendentes vinculados ao partido "Regressista", composto, em sua grande parte, por portugueses.

Tudo começou sob o pretexto de que os soldados não queriam ver fechado o portão do quartel, depois da revista das oito horas. Foram três dias de batalha travada desde os bairros de Boa Viagem, Afogados, Boa Vista até a vizinha cidade de Olinda.

O saldo da rebelião: 500 mortos e 800 presos, sendo que estes, posteriormente, foram transferidos para o arquipélago de Fernando de Noronha. Um dos responsáveis pelo fim da rebelião foi o tenente-coronel Antônio José Vitoriano, comandante do 4º Corpo de Artilharia, que foi às ruas combater os revoltosos.

Ao final, o tenente enviou um relatório ao Comandante das Armas em Pernambuco, brigadeiro Francisco de Paula Vasconcelos, narrando os espisódios.

A setembrizada foi a designação dado à prisão e subsequente deportação de um grupo de personalidades, em boa parte ligadas à Maçonaria, jacobinos e adeptos conhecidos dos ideais da Revolução Francesa, acusadas de colaboracionismo com as forças de ocupação da Primeira Invasão Francesa. A maioria das prisões realizou-se entre 10 e 13 de Setembro de 1810, daí a designação de setembrizada, e foi feita em reacção à entrada em Portugal das forças da Segunda Invasão Francesa, comandadas pelo general Nicolas Jean de Dieu Soult.

A maior parte dos presos foi embarcada na fragata Amazona e enviada, sob escolta britânica, para a ilha Terceira, nos Açores, onde permaneceriam exilados durante alguns anos, constituindo o núcleo dos deportados da Amazona que se revelaria instrumental na instauração do regime liberal nos Açores e nos acontecimentos subsequentes que levaram a ilha Terceira a ser um dos baluartes da luta contra as forças de D. Miguel I de Portugal.

Entre os presos encontravam-se intelectuais que muito contribuíram para a implantação do liberalismo em Portugal, entre as quais Domingos Vandelli, Manuel Ferreira Gordo, José Sebastião de Saldanha, Jácome Ratton e Vicente José Ferreira Cardoso da Costa. Alguns dos presos faleceram no cativeiro, entre os quais D. Pedro de Almeida Portugal e Cândido José Xavier Dias da Silva.

sábado, 12 de março de 2011

Cantoria na praia é diferente do baião de viola no sertão




Cantoria na praia é diferente do baião de viola no sertão

Grandes cantadores e um clássico do cordel: Raimundo Nonato e Edmilson Ferreira trabalhando o tema: Cantoria na praia é diferente do baião de viola no sertão.

Raimundo Nonato

Na cidade eu me sinto forasteiro,
mesmo sendo poeta repentista,
se a maré é mais bela pra o turista,
o sertão é melhor pra o violeiro,
tem peru dando voltas no terreiro,
tem cavalo amarrado no mourão,
uma vaca empurrando um cancelão
e um cachorro deitado num batente.
Cantoria na praia é diferente
do baião de viola no sertão.
Edmilson Ferreira

A cidade que eu canto não é ruim
o repente que faço é sem desmétrica,
mas aqui se vê só a luz elétrica,
no sertão que eu nasci, não é assim,
um pinguço rodeia um botequim,
com um copo de cana em sua mão,
é um gole na boca, outro no chão,
Já que o santo precisa de aguardente.
Cantoria na praia é diferente
do baião de viola no sertão.

Raimundo Nonato

Sei que o mar é gigante, é sem igual,
e o sertão é bonito e hospitaleiro,
tem um galo cantando no poleiro,
e um capote correndo num quintal,
uma foice de ferro no frechal,
uma rede de saco no oitão,
e um tição esperando no fogão,
que o fogo da trempe fique quente.
Cantoria na praia é diferente
do baião de viola no sertão.

Edmilson Ferreira

Imaginem no chão de Ibiapaba,
um poeta no timbre da garganta,
quando pensa um baião, se inspira e canta,
Deus ajuda e o verso não se acaba,
cantador é do jeito de piaba,
não dá certo encostado a tubarão,
e o apito da grande embarcação
não imita toada de repente.
Cantoria na praia é diferente
do baião de viola no sertão.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Galo da Madrugada




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Galo da Madrugada

O Galo da Madrugada é um Clube carnavalesco que sai todo sábado de carnaval do bairro de São José, um dos bairros do centro da cidade do Recife, capital estado de Pernambuco, nordeste do Brasil.

É considerado pelo Guinness Book - o livro dos recordes - o maior bloco de carnaval do mundo. Em 2009, o desfile do Clube de Máscaras Galo da Madrugada, no centro do Recife, arrastou mais de 2 milhões de foliões. O agremiação foi criada por Enéas Freire1978 e surgiu na rua Padre Floriano nº 43, no bairro de São José.

O trajeto do Galo começa em frente ao Forte das Cinco Pontas, passando pela Travessa do Forte, Forte das Cinco Pontas, Rua Imperial, Praça Sérgio Loreto(sentido Av.Sul), Av. Sul, Rua Saturnino de Brito, Rua Imperial(sede do Galo), Praça Sérgio Loreto(sede do Galo), Rua do Muniz, Av. Dantas Barreto, Av. Guararapes(apoteose) e dispersão na Rua do Sol.

Vários barcos se posicionam no Rio Capibaribe para acompanhar a passagem do bloco.

A movimentação de pessoas no centro do Recife no sábado de carnaval do Galo da Madrugada dura todo o dia. Os foliões começam a chegar de manhã - por volta das 7 horas da manhã - e o bloco tem sua saída oficial por volta das 10 horas; os trios elétricos tocam até cerca de 18 horas e até a noite ainda sobram muitas pessoas voltando para casa ou seguindo direto para outra aglomeração de carnaval do Recife, a maioria delas localizadas no perímetro do Recife Antigo.

O Galo da Madrugada é composto por carros alegóricos, freviocas e vários trios elétricos (cerca de vinte e sete em 2009).

O principal ritmo tocado no bloco é o frevo, mas vários outros ritmos são executados pelas dezenas de trios que cruzam a cidade animando os foliões.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Os Caiporas



Em 1962, João Justino criou o bloco carnavalesco Os Caiporas (fotos), que transformou o que era assustador numa grande diversão. Homens, mulheres e crianças saem às ruas vestidos de terno e gravata com enormes sacos de estopa na cabeça. O bloco, que desfila à noite, animando os três dias de Momo, se transformou na marca do carnaval pesqueirense. Ver os sites abaixo para mais fotos e informações.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Quarta-feira de Cinzas



Com a imposição das cinzas, se inicia uma estação espiritual particularmente relevante para todo cristão que quer se preparar dignamente para viver o Mistério Pascal, quer dizer, a Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor Jesus.

Este tempo vigoroso do Ano litúrgico se caracteriza pela mensagem bíblica que pode ser resumida em uma palavra: " matanoeiete", que quer dizer "Convertei-vos". Este imperativo é proposto à mente dos fiéis mediante o austero rito da imposição das cinzas, o qual, com as palavras "Convertei-vos e crede no Evangelho" e com a expressão "Lembra-te de que és pó e para o pó voltarás", convida a todos a refletir sobre o dever da conversão, recordando a inexorável caducidade e efêmera fragilidade da vida humana, sujeita à morte.

A sugestiva cerimônia das cinzas eleva nossas mentes à realidade eterna que não passa jamais, a Deus; princípio e fim, alfa e ômega de nossa existência. A conversão não é, com efeito, nada mais que um voltar a Deus, valorizando as realidades terrenas sob a luz indefectível de sua verdade. Uma valorização que implica uma consciência cada vez mais diáfana do fato de que estamos de passagem neste fadigoso itinerário sobre a terra, e que nos impulsiona e estimula a trabalhar até o final, a fim de que o Reino de Deus se instaure dentro de nós e triunfe em sua justiça.

Sinônimo de "conversão", é assim mesmo a palavra "penitência" …
Penitência como mudança de mentalidade. Penitência como expressão de livre positivo esforço no seguimento de Cristo.

Tradição

Na Igreja primitiva, variava a duração da Quaresma, mas eventualmente começava seis semanas (42 dias) antes da Páscoa.

Isto só dava por resultado 36 dias de jejum (já que se excluem os domingos). No século VII foram acrescentados quatro dias antes do primeiro domingo da Quaresma estabelecendo os quarenta dias de jejum, para imitar o jejum de Cristo no deserto.

Era prática comum em Roma que os penitentes começassem sua penitênica pública no primeiro dia de Quaresma. Eles eram salpicados de cinzas, vestidos com saial e obrigados a manter-se longe até que se reoconciliassem com a Igreja na Quinta-feira Santa ou a Quinta-feira antes da Páscoa. Quando estas práticas caíram em desuso (do século VIII ao X) o início da temporada penitencial da Quaresma foi simbolizada colocando cinzas nas cabeças de toda a congregação.

Hoje em dia na Igreja, na Quarta-feira de Cinzas, o cristão recebe uma cruz na fronte com as cinzas obtidas da queima das palmas usadas no Domingo de Ramos do ano anterior. Esta tradição da Igreja ficou como um simples serviço em algumas Igrejas protestantes como a anglicana e a luterana. A Igreja Ortodoxa começa a quaresma desde a segunda-feira anterior e não celebra a Quarta-feira de Cinzas.

terça-feira, 8 de março de 2011

Homenagem ao dia internacional da mulher

Foto de Maria Bonita


Por Cobra Cordelista Cobra Cordelista,
fonte nordeste.com


A primeira mulher a participar de um grupo de cangaceiros. Assim foi Maria Gomes de Oliveira, conhecida como Maria Bonita. Nascida em 8 de março de 1911 (não por acaso o Dia Internacional da Mulher!!) numa pequena fazenda em Santa Brígida, Bahia e filha de pais humildes Maria Joaquina Conceição Oliveira e José Gomes de Oliveira, Maria Bonita casou-se muito jovem, aos 15 anos. Seu casamento desde o início foi muito conturbado. José Miguel da Silva, sapateiro e conhecido como Zé Neném vivia às turras com Maria. O casal não teve filhos. Zé era estéril.

A cada briga do casal, Maria Bonita refugiava-se na casa dos pais. E foi, justamente, numa dessas "fugas domésticas" que ela reencontrou Virgulino, o Lampião, em 1929. Ele e seu grupo estavam passando pela fazenda da família. Virgulino era antigo conhecido da família Oliveira. Esse trajeto era feito com freqüência por ele. Era uma espécie de parada obrigatória do cangaceiro.

Os pais de Maria Bonita gostavam muito do "Rei do Cangaço". Ele era visto com respeito e admiração pelos fazendeiros, incluindo Maria. Sem querer a mãe da moça serviu de cupido entre ela e Lampião. Como? Contando ao rapaz a admiração da filha por ele. Dias depois, Lampião estava passando pela fazenda e viu Maria. Foi amor à primeira vista. Com um tipo físico bem brasileiro: baixinha, rechonchuda, olhos e cabelos castanhos Maria Bonita era considerada uma mulher interessante. A atração foi recíproca. A partir daí, começou uma grande história de companheirismo e (por que não!) amor.

Um ano depois de conhecer Maria, Lampião chamou a "mulher" para integrar o bando. Nesse momento, Maria Bonita entrou para a história. Ela foi a primeira mulher a fazer parte de um grupo do Cangaço. Depois dela, outras mulheres passaram a integrar os bandos.

Maria Bonita conviveu durante oito anos com Lampião. Teve uma filha, Expedita, e três abortos. Como seguidora do bando, Maria foi ferida apenas uma vez. No dia 28 de julho de 1938, durante um ataque ao bando um dos casais mais famosos do País foi brutalmente assassinado. Segundo depoimento dos médicos que fizeram a autópsia do casal, Maria Bonita foi degolada viva.

Fonte: nordeste.com

Para Homenagear as mulheres que conheço Minha mulher Adjanete Santos, Professora das redes municipais de Recife e Cabo de Santo Agostinho!

Bezerros Terra dos Papangus



Localizada no agreste pernambucano, Bezerros se destaca pelo seu casario antigo e monumentos que estão preservados. Nosso Carnaval é um dos melhores do Estado. Serra Negra, parque ecológico, a natureza ao seu alcance. O pólo gastronômico do povoado de Encruzilhada de São João também é outra atração da cidade. A fabricação de bolos, doces e bolachas é só o algo mais que Bezerros tem a oferecer. Venha conhecer o que há de melhor na nossa terra.

Conhecida como "Terra dos Papangus", Bezerros fica a 50 minutos do Recife e deve fazer este ano o maior carnaval de sua história. Localizada no agreste pernambucano, às margens da BR 232, tem uma população de 57 mil habitantes. A folia começa dez dias antes do carnaval, com o bloco "Acorda Bezerros", que ao som de orquestras de frevo, vai arrastar os moradores dispostos a sair às três da madrugada pelas ruas do centro, vestindo pijamas, camisolas e baby doll. Para participar, basta vestir a roupa de dormir e cair na farra. A concentração é na rua 15 de Novembro, no centro da cidade.

No domingo de carnaval acontece o grande concurso de papangu, que vai escolher os melhores mascarados nas categorias individual, grupo, dupla e tradicional. Cerca de três mil papangus participam da disputa. Para brincar, é imprescindível que se tenha uma máscara. Fabricadas por artesãos locais, elas são verdadeiras obras de arte. São produzidas em diversos tamanhos e com várias finalidades: adorno para o carnaval, objetos de paredes e ainda como chaveiro. As mais sofisticadas são confeccionadas com gesso. Hoje, a tradição é passada de pai para filho. São mais de trinta oficinas de máscaras espalhadas pela cidade.

egundo contam os moradores mais antigos de Bezerros, a brincadeira começou quando alguns homens quiseram brincar o carnaval sem serem reconhecidos, para despistar a atenção de suas esposas. A brincadeira foi pegando e a cada ano aumenta o número de mascarados nas ruas. Durante o desfile pela cidade, os papangus bebem e comem angu de milho, uma comida típica da região. Devido ao exagero no apetite de alguns foliões, originou-se o nome da festa: Papangu. A principal regra desta importante tradição carnavalesca é manter o sigilo sobre as máscaras que serão usadas, para que ninguém venha a ser reconhecido.

Os primeiros Papangus que se tem notícia surgiram na década de 30. Eles eram chamados de Papangus Pobres porque trajavam roupas velhas, rasgadas com remendos, meias nas mãos, máscaras rústicas confeccionadas com papel jornal e goma. A história foi mudando e a partir dos anos 60, as roupas velhas foram substituídas por caftas - batas longas e estampadas. Porém a máscara continuava sendo fabricada com os produtos originais: papel jornal e goma. Outro ponto foi mantido: trocavam de roupa em lugares desconhecidos e continuavam a "visita" aos amigos. A consolidação da tradição veio em 1990 quando Bezerros surgiu no cenário nacional e ficou conhecida como a Terra do Papangu.